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Muralha Paulista: o que é e como suas câmeras entram

O programa de videomonitoramento do Governo de São Paulo conecta câmeras de prefeituras, empresas e moradores aos sistemas das polícias. Veja como ele funciona segundo as fontes oficiais e o que acontece, passo a passo, quando uma operação na Xeqmate liga as suas câmeras a ele.

O Muralha Paulista é um programa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), instituído pelo Decreto estadual nº 68.828/2024, que integra leitores de placas, câmeras de reconhecimento facial, câmeras de monitoramento e sensores aos sistemas policiais para reduzir a mobilidade criminal. Prefeituras, empresas e cidadãos podem aderir. Na Xeqmate, a integração é cadastrada com a credencial do programa e a plataforma sincroniza as câmeras escolhidas com a base da SSP: cadastra, atualiza e inativa cada uma, e mostra o status câmera a câmera.

O que é o Muralha Paulista

O programa foi instituído pelo Decreto nº 68.828, de 4 de setembro de 2024, do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à SSP. Segundo a Agência SP, em publicação de 15/9/2025, é um programa que visa diminuir a mobilidade criminal: ele conecta sensores, leitores de placas, câmeras de monitoramento e câmeras de reconhecimento facial diretamente aos sistemas policiais.

A lógica é a de cerco eletrônico. Um veículo roubado ou ligado a crime, ou uma pessoa procurada pela Justiça, passa por um ponto de captura, e o sistema gera um alerta automático para as forças de segurança. As imagens ficam em banco de dados coordenado pela SSP.

Os números oficiais mudam rápido. Na publicação de setembro de 2025, a Agência SP falava em mais de 200 municípios integrados, com 14 mil leitores de placas, 5 mil câmeras de reconhecimento facial e 17 mil câmeras de monitoramento em tempo real. Em 27/10/2025, outra publicação do governo citava mais de 38 mil câmeras integradas e a meta de levar o programa aos 645 municípios paulistas. Para o dado atual, consulte a SSP.

Quem participa e como adere

Há três portas de entrada:

  • Municípios. Prefeituras integram as suas redes de videomonitoramento ao sistema estadual — o caminho de quem já tem centro de operações próprio.
  • Cidadãos e empresas. Pessoas físicas e jurídicas com câmeras voltadas para via pública podem cadastrar os equipamentos gratuitamente no Portal da Segurança, com login gov.br. A câmera precisa estar voltada para ambiente público, e o voluntário aceita um termo de adesão que autoriza o uso das imagens. Uma residência cadastra a sua câmera; empresas podem cadastrar dezenas.
  • Operações com muitas câmeras. Integradores, centrais de monitoramento e empresas que administram muitos pontos podem usar integração entre sistemas, com a credencial obtida no credenciamento junto ao órgão, em vez de cadastrar câmera a câmera à mão.

Segundo a Agência SP, o acesso ao que o sistema produz é de agentes policiais, com perfis de acesso restritos.

Como os dados são usados — e o debate em torno deles

De acordo com o governo (Agência SP, 27/10/2025), o sistema faz leitura automática de placas e reconhecimento facial, cruza os dados com as bases da SSP e envia alertas em tempo real quando identifica veículo roubado ou furtado ou pessoa procurada pela Justiça. O governo afirma que o programa opera conforme a LGPD, com acompanhamento da ANPD.

O programa também é alvo de questionamentos. Em dezembro de 2025, segundo a Agência Brasil, a Defensoria Pública da União, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) e o grupo de pesquisa Politicrim enviaram à ANPD um documento técnico que questiona a transparência, a proporcionalidade e o uso de biometria facial em larga escala. Para quem adere, a consequência prática é clara: o compartilhamento precisa ser decidido e documentado, câmera a câmera, com finalidade definida — tema do artigo sobre LGPD e câmeras de segurança.

Como a Xeqmate sincroniza as câmeras com a SSP

Na Xeqmate, o Muralha Paulista é uma das integrações de segurança pública, ao lado de Smart Sampa, Helios (MG) e Alerta Brasil (PRF). A diferença está no cadastro: além de os dados seguirem para o programa, a plataforma mantém as câmeras cadastradas na base da SSP. O fluxo:

  1. Credencial. A operação obtém a credencial no credenciamento junto ao órgão e cadastra a integração na plataforma.
  2. Seleção câmera a câmera. Só entra o que for marcado. Para cada câmera, escolhe-se o que vai: leituras de placa, faces e endereço de vídeo. O padrão é tudo o que a câmera oferece.
  3. Cadastro. Ao salvar, a plataforma cadastra as câmeras novas na base da SSP, em segundo plano. Antes de criar, procura pelo código se a câmera já existe lá — operações que já tinham câmeras cadastradas por outro caminho não ficam duplicadas.
  4. Atualização. Mudou um dado enviado, como o nome da câmera? A plataforma atualiza o cadastro na SSP. Câmera que não mudou não gera nova chamada.
  5. Inativação. Desmarcou a câmera ou retirou-a da integração? A plataforma inativa a câmera na base da SSP.
  6. Status visível. Cada câmera mostra se está pendente, sincronizada, com erro ou em remoção, e o botão "Sincronizar agora" refaz o lote quando necessário.

Um detalhe importante sobre o vídeo: o endereço enviado é o RTSP da própria câmera. Para a SSP conseguir abrir o stream, esse endereço precisa ser alcançável de fora — IP público ou DDNS e porta liberada (veja RTSP, RTMP e P2P). Câmeras conectadas por RTMP enviam o vídeo para a plataforma e não oferecem um endereço para terceiros buscarem; nelas, o envio de vídeo não se aplica, mas placa e face continuam podendo ir. Garantir o alcance do RTSP é responsabilidade de quem marca o envio.

Três cenários na prática

Prefeitura com centro de operações. A guarda municipal já monitora as entradas da cidade com câmeras de leitura de placas. Com a credencial do programa, marca essas câmeras para enviar placas e vídeo, e as câmeras internas de prédios públicos ficam de fora. A operação local — alertas, consulta, relatórios — continua igual; o Muralha recebe só o que foi marcado.

Integrador que atende condomínios. Cada condomínio decide, em assembleia ou pelo síndico, se as câmeras da portaria voltadas para a rua entram no programa. O integrador marca apenas as aprovadas, deixa registrada a decisão e mantém fora as câmeras de áreas comuns internas, que não estão voltadas para ambiente público.

Rede de lojas. A empresa tem câmeras de fachada em várias cidades paulistas. Em vez de cadastrar uma a uma no portal, usa a integração: a lista de câmeras sincronizadas fica num lugar só, e quando uma loja fecha, retirar as câmeras da integração basta para inativá-las na SSP.

Checklist antes de aderir

  • Defina quais câmeras entram e por quê: vias públicas, entradas de bairro, acessos de veículos.
  • Confirme que estão voltadas para ambiente público, como o programa exige.
  • Documente a decisão de compartilhamento e a base legal, e atualize o aviso de câmera.
  • Escolha por câmera o que enviar (placa, face, vídeo) — não é tudo ou nada.
  • Se for enviar vídeo, teste o acesso externo ao RTSP.
  • Acompanhe o status da sincronização e trate os erros que aparecerem.
  • Quando uma câmera sair de operação, retire-a da integração para que seja inativada na SSP.

Opera câmeras em São Paulo e quer integrá-las ao Muralha Paulista sem cadastro manual? A Xeqmate cuida da sincronização com a SSP e mostra o status de cada câmera. Veja as integrações, a página de segurança pública e o LPR. Para a rede federal, leia Córtex e Sinesp.

Demonstração

Integre suas câmeras ao Muralha Paulista

Na demonstração de 30 minutos, uma câmera da sua operação é conectada ao vivo, você vê LPR e facial rodando e entende como fica a integração com a SSP — e sai com o custo do seu cenário.

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